quinta-feira, dezembro 15, 2011

Potocas...




Então, se de repente tudo aquilo foi em vão. Focar no que importava me deixou lerdo, acomodado. E a culpa era de quem? Você vem e deita no meu colo pedindo cafuné.

Ao contrário do que parece, não preciso. Pode chorar assim, daquele jeito que toca o coração até do crocodilo mais rancinza. Ando assim, do jeito que me moldou. Pronto pra te dizer exatamente o que não quer ouvir. 

Quando tudo para, e chega ao fim... Aquilo que antes parecia doce, você fundiu em fel. Seu humor cáustico consumiu toda essa relação. Céu vermelho... Chuva noite adentro. Bucólico? Daí só preciso caminhar na chuva, me resfriar e te esquecer... 

Ou esquecer de mim, também funciona as vezes.










[Ao fundo ouço Eric Clapton - Old Love]


terça-feira, dezembro 06, 2011

06.12.2011

Achei que não iria doer tanto se eu só fingisse que não me importo. E até não me importei no início, tentei ser forte e me envolver em outras coisas. Que coisas? Eu não tinha muito além de você. Agora imagino o quanto é estranho saber que não faço falta, nunca fiz e você sendo feliz pra lá.

Quando o sol vem, logo atraio a chuva pra provar que eu mereço sofrer. Será que é culpa minha? Sim claro foi tudo por mim. Deixei você ressuscitar e me puxar para baixo. Me avisaram que o passado deve sempre ficar enterrado e de lá não sair. Talvez na busca por uma utopia me deixei levar.

Soa como uma auto mutilação isso aqui, saiba que eu precisava falar para você que não fomos feitos um para o outro, não existe tempo feliz ou história encantada. Você sempre será a "donzela em perigo" e eu o corcunda, o outro. 

Tragicamente já esperava por isso, esse desprezo, esse carma. Foi bom enquanto você se supria do novo, me sugava enquanto podia e depois que nos tornamos "reais" não havia mais futuro. Espero sinceramente não te ver mais, não saber de você. Se case, tenha filhos, mude de planeta mas não me procure mais. Estou cansado de ser perseguido pelo seu fantasma. Foda-se!



segunda-feira, maio 23, 2011

A viagem [pt. 7]

Não importa mais. Aceitei a loucura e ela me abraçou sorrindo...







Tudo isso já ficou sem sentido a algum tempo, quando ainda pensava estar certo. 

Ora, que alegria era essa, um tipo de felicidade que me levava ao êxtase e pronto?!







Quando iniciei minha jornada pensava encontrar um norte, uma conexão. Jornada da alma uma ova.


Longe demais pra retornar ao lar insólito. E a chamada "casa dos prazeres" parecia existir apenas em minha imaginação.



Todos aqueles que antes me acompanhavam, me deixaram pra traz. 


Estou preso nessa repetição de mim. Sentado na calçada e além disso há outros, mendigos, marginais... 


Os esquecidos. Aqui, não vejo esperança. As forças acabaram amigo, queria continuar a caminhada... Queria.







domingo, abril 24, 2011

Para Ela...

E se eu te dissesse que estive errado todo esse tempo? Não totalmente, mas um tanto bom. Que ainda sindo algo por você. Não sei bem explicar o que é. Deve ser amor, apego... Sei lá. Lembro-me de todas as brigas, todos aqueles motivos passageiros. Serei sincero, não lembro das brigas, nem quem ganhou ou perdeu. Lembro-me do seu sorriso, da sua voz... Seu jeito carinhoso que me fazia sorrir. Quando éramos como crianças e nos perdiamos no tempo. Todas aquelas dificuldades sempre superadas com boa dose de compreenção. Hoje eu vejo isso como um bom aprendizado, e sinto falta, não das brigas, mas de você. Lembro que no começo a sua beleza me arrebatou, um pouco depois descobri quem é você, de onde veio... Que a vida não era fácil, e quando vi, era algo mais do que paixão, era amor. Por que paixão a gente deixa passar, mas amor não. Amor é pro resto da vida. Entendi que você me preencheu de uma forma que ninguém mais conseguirá. Podem existir outras, eu posso ser feliz. Mas o jeito que me completou, isso ninguém o fará.


Mas por que agora? Por que tudo isso? Não sei... Olhei o mundo ao redor, conheci outras pessoas, e nenhuma valeu a pena realmente. A vida tem pregado peças interessantes e eu sou sempre o protagonista. Muita coisa mudou, até o meu braço que agora está a torcer... Como faz? Acho que não faz né?

Saudade, aquela que vem quando a gente não quer e faz pressão no coração, te deixa sem ar e sorri na sua cara. Tentei ensaiar raiva de você, mas não consegui. O seu sorriso sempre me mudava de idéia. Até pensei que não tivesse valido a pena, mas valeu... E muito.

Precisava dizer isso, colocar pra fora... Por que quem sabe assim, a memória me deixa esquecer tudo, pra não sofrer mais um pouco. Era pra você estar ao meu lado... Era pra eu ter sido mais esperto... Era...


Andei pensando em como levo a vida, como deixo que as coisas aconteçam e não me sobreponho às situações. Costumava ser o dono da minha vida, agora deixo as coisas acontecerem, e isso tem que mudar. Sem drama, sem choro ou depressão. Simples assim. Acho que é amor, tem que ser. Senão, porque mais estaria aqui escrevendo isso pra ninguém?




A parte boa é que ninguém irá ler isso...



[Carta de um idiota apaixonado para sua amada, agora não mais em seus braços]

sexta-feira, abril 22, 2011

Pais e Filhos [Contos ácidos]

Conforme o tempo passava, mais se distanciava de tudo aquilo. Já não comia, não bebia. Não daquele lugar. Ora, já não valia mais a pena. Foi quando me reencontrou. A luz de seus olhos me iluminou e até pude ensaiar um belo sorriso. 


Mas um segundo depois o rancor retornara, ele sim já estava habituado a mim. Seria mais fácil voltar no tempo e desfazer algumas coisas, resgatar alguns amores. Quem sabe até jogar na loteria? Muita presunção. Retornar já seria de bom grado.


Pensando nesse encontro, pude descobrir o que não quero. O que eu quero também não sei. Chega de arrastar-se por becos sombrios. O drama já não cai bem tão bem assim.


E ai, como faz com tudo isso? Não faz... Cada experiência, serve para fortalecer, para que quando chegar o seu momento real, você não desfaleça. Então, junte essa merda toda, processe, recicle e se torne o que nasceu pra ser. 


Um velho? Ou alguém de respeito? Ou vai ficar se repetindo e repetindo até não ter mais jeito?




Fique ai no seu canto então, uma hora terá que sair da sua casca... Mas lembre-se sempre do encontro que teve hoje, da bagunça que está sua vida... Das vidas que conseguiu bagunçar só de respirar.


E a sua vida, quando vale?






[Carta de Carlos Wilfred III para seu filho Sam, preso a contra gosto num sanatório qualquer]

terça-feira, abril 05, 2011

Páscoa

A vida seria mais interessante se fosse como nos filmes. Nós nos amávamos, brigamos, após isso uma longa separação. Eu já te esqueci e você sequer sabe o meu nome. Um dia a gente se encontra e é como se tivesse te visto a 10 minutos. O coração dispara, não sei o que falar e sai um "como vai a sua avó?"

Meu deus, como pude ser tão estúpido. 

Sempre fragilmente tensionado, tento ver o lado bom das coisas. E te ver ali não foi nada bom, porque não posso mais ter você. E ponto final, seria bom uma serenata, com figurantes cantando junto durante a chuva... Eu expressando todo o meu amor cinematográfico. E o final seria no mínimo feliz?

Acordo e me vem uma dor aguda no coração, era você indo embora pra sempre dele. Para se libertar, quebrou em pedaços a porta e saiu sem olhar pra trás, deixou só o aquele vestido vermelho pra me lembrar do que perdi. Do que não tenho mais.

Não tem mais volta. Já fui lá e voltei e nada. Nem lembro mais de você, do seu cheiro e suas manias loucas. O coração? Vai super bem, comemora a independência toda semana. Mas ele ainda depende de você, eu não... Eu, nunca ganhei um ovo páscoa. 

sexta-feira, abril 01, 2011

Ferrugem

Permaneço em silêncio pois de nada adiantaria gritar. Passa por mim e sequer se importa. Passo por uma construção, reconstrução... Me distraio com pouca coisa. Ouvi dizer por ai que o pior não é conseguir, é desistir de tentar. Parei de acreditar no que dizem... Só parei.

Você me encontra por acaso, tenta desviar os olhos mas já é tarde demais. Devolvo a repulsa com um sorriso amarelo. Quero saber como está na esperança de que está sofrendo. Aqui, o sofrimento foi substituído por uma rosquinha, vou comendo de fora para dentro, pra passar o tempo mesmo.

Tenta lembrar dos bons momentos, mas são ofuscados pelas brigas sabor alecrim. Junto com  aquele gosto amargo que fica após a "vitória" e sempre perco todas. O nosso quebra-cabeças nunca terminava, faltavam muitas peças, um arbusto, um canto... Sem encanto.

Bons tempos aqueles em que o sofá do meu apartamento era o melhor lugar do mundo. Era divertido ver filmes do Godard, criticarmos as falhas do jornal. Ficar encabulados com Polanski. O passado agora já enferrujado jogado pro canto gritava alto, e eu em silêncio.

quinta-feira, março 24, 2011

O Lixo [Pt. 2]



Acorda com o corpo dolorido...



-O que houve ontem? Não consigo me lembrar.

Ao virar ligeiramente sua cabeça para a esquerda, uma linda mulher. - Quem será?

Tento me vestir o mais rápido que posso mas não consigo sequer ficar em pé. Que droga, onde estou? Parece um quarto sujo e largado a anos. Na janela escuto franceses discutindo. Bem quando uma doce voz ecoa da cama: - Obrigado por ontem, já pode ir.

- Obrigado pelo que? 
- Você já teve sua serventia, agora vá...

Não posso simplesmente ir, não tenho pra onde ir. Casa é para onde sempre podemos voltar, não tenho esse luxo, esse lixo. E o único sentimento que me assola no momento é a luxúria. E é tão bom. Vou deixando que venha até mim e me faça seu escravo. Atenderei todas as tuas vontades e caprichos... Viverei para ti. Só não me abandone como já abandonei a todos. Abandonei a mim.

Ainda assim, me sinto estranho. Ontem ouvia um bom Jazz. Agora, caos.

Enquanto ela se vestia, eu me sento sujo.

Ao abrir a porta. Dois homens enormes já me aguardavam. Com voz rouca diziam: - Estamos lhe aguardando senhor, venha conosco e não resista por favor.


Como um pedido de casamento de tão sutil, não tive como negar. Entrei em uma carroagem. Só queria saber para onde me levariam a seguir.



[Continua...]

terça-feira, março 22, 2011

Tédio

Fiz de tudo pra você perceber que era eu, ali no canto. Canto que é de cor, que era pra eu me livrar do resto, todo ele... Cercado por espelhos deformados conseguia me ver perfeitamente. E eu por final sei o meu lugar pois tinha tudo e apenas não sabia mais onde ir. 

Paz, é tudo o que eu quero. De tanto perseguir a tranquilidade, me cansei e o tédio veio e me bateu na cara. Ontem sabia exatamente a receita do bolo, como ser e deixar de ser. Hoje, mal sei meu nome...

Queria ser forte assim, destemido... Mas não! Existe alguém que está sempre ali desequilibrando a equação, aquele que te faz mudar de ideia... Te faz sorrir e chorar ao mesmo tempo. Por isso, arranquei o meu e enterrei bem fundo onde ninguém poderia descobri-lo.


Mas ele ainda bate com força. E a cada batida meu mundo estremesse. Mundo este que fica na minha cabeça, usa meus olhos como janelas e a boca como válvula de escape. 

Ouvi dizer por ai que as coisas já não são mais como antes. As pessoas já não são mais as mesmas... Eu sou o mesmo. Decretei assim o meu fim.

sexta-feira, março 18, 2011

O Lixo [Pt. 1]


Num Pub qualquer no subúrbio de Londres. Era 1934, rumores de que o estavam procurando preocupavam. Não sabia sequer se duraria mais um dia. Enquanto isso Jazz. 

- O que vai querer amigo?
- Vodka...

Enquanto o doce veneno descia queimando em sua garganta um novo som ecoava do palco. Elouisse Desiree inundava o estabelecimento com sua bela voz...

Uma música que era tão bela e única, anjos caídos ouviam a melodia e choravam.

Lá estavam os piores tipos da região. Cada um com seus demônios. E eu com os meus... 

Só queria fugir de mim, dela... De todos. Sentia apenas aquele azedume. Ácido, só precisava me enclausurar. Mas não adiantaria muito.

Já desesperado e ao mesmo tempo aliviado vi quando uma linda mulher senta-se a mesa.

- Olá, não pude deixar de te observar, posso me sentar?
- Sim, claro. A que devo a honra de uma bela mulher se interessar por tão pouco?

- Apenas diversão meu caro. Tens fogo?
- Sim (acende o cigarro). Tens uma voz angelical.

- Obrigada. Eis o que proponho. Uma noite de luxúria, sem ordem ou pudor algum. E após isso, nunca mais nos vemos. O que acha?
- Sou direta e pego o que quero. Você será meu por hoje.

Intrigado com tal proposta e assustado com a abordagem nada convencional ele apenas balança a cabeça positivamente. 

- Vou provar que você não é nada, te levar ao céu e deixa-lo no inferno. Venha comigo...





[Continua...]

quarta-feira, março 16, 2011

Sono...

Noite boa, sono bom... Hora de trabalhar e já tenho que ir. Aquele bom e velho fantasma que tanto me fez sofrer retorna aos meus sonhos. Desta vez, ele não se mostra um peso, não traz dor. Só sorri. Antes achava que me seguiam, que ele me seguia. Mas a verdade é que ninguém queria saber de mim. 

Agora, tenho uma dor no lado esquerdo do coração, constante e boa. E ele está ali, a me observar sussurrando "não me esqueci de você...". Droga! Até onde se tem que ir para ser livre de suas escolhas e erros?

Tento disfarçar, volto a trabalhar normalmente. Mas tudo o que consigo fazer é me olhar no espelho e o que vejo é meu reflexo como um cão, que muito apanhou e ainda assim abana o rabo para o dono. Aquele ser assustador, não tem nome mas tem imagem. E é exatamente a mim que vejo quando olho firmemente e o encaro. 

Odeio esse meu lado... Vamos enterra-lo.





segunda-feira, março 14, 2011

A lanterna [Pt. 1]

Na insólita juventude o que poderia esperar do mundo além de apenas felicidade. Vivia os dias de maneira simples preocupado apenas com o "golzinho" do final de tarde ou em ir à escola. Bons tempos.

Sonhava com a possibilidade de viver aqui para sempre, uma juventude eterna... Felicidade imensurável, indelével. Com os dias se passando, a inocência foi se desfalecendo, ora o mundo já não era tão simples. Não podia simplesmente sorrir e esperar um sorriso de volta. Expressões sombrias e rancinzas começavam a ser frequentes ao derredor.

Um belo dia, ao acordar tudo parecia diferente. Não queria sair da cama como costumeiramente era o hábito. - Será que eu cresci? Pensei rapidamente, pois pareço sem graça e rancinza. O que poderia ser tão forte a ponto de me mudar? Não estava pronto ainda pra trocar a alegria diária por momentos ínfimos como fazem os adultos. Quero mais! Não posso. Ainda não...

Continua...

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

O homem que sabia de menos [Contos ácidos]

Será que saber as coisas seria mesmo de tal ajuda a ponto de lhe conceder alguma posição?

Não sabia muito. Facto. Não sabia nada de nada. Mas fazia pose de quem muito sabia. Era sagaz. Queria o mundo para sí. Uma vez conquistado esse, poderia partir para outro. Mas como?

Certo dia, confrontado sobre o que sabia, apenas disse... "eu sei de tudo, não se preocupe, este segredo está seguro comigo..."

O problema é que cada vez mais preocupava todos os que com ele conviviam. Não só estes, mas o prefeito já estava nervoso com a noticia de que alguém "sabia". Mafiosos estavam perplexos sabendo que tinha alguém com a "informação". Até dona Zilda, vizinha do dito cujo estava preocupada pois tinha segredos a muito guardados no baú mesmo após a morte de seu amado esposo, ninguém sabia de nada, até agora, e isso a preocupava.


O importante é que ele não sabia de nada o que acontecia, apenas sustentava o status de que "era o sabido".


Um belo dia um carro o parou em plena 9 de outubro e com armas bem convincentes disseram "ou entra ou morre...". Não havia outra opção a não ser ir com aqueles gentis cavalheiros. No caminho foi interrogado duramente a respeito de informações sobre o prefeito, o vice prefeito, o delegado e até sobre os seus vizinhos e tudo o que conseguia dizer era "não sei de nada". A cada porrada que levava, se lembrava do quanto seus dias eram bons, mas mesmo assim... Apanhava como um louco. 

Já próximo de bater as botas exclamou: "não sei de nada, nem sei quem disse que de tudo eu sabia... Só queria ser melhor do que os outros... E aqui estou!!!".

Nunca mais o acharam... Dizem que de tanto saber, o rapaz mudou-se para o Zignistão e vive de custas do governo, silenciado por muito saber...



E agora?





terça-feira, janeiro 25, 2011

O Funeral.

Hoje acordei me sentindo mal. Não mal do tipo quando se bebe, come comida ruim. Não, eu me sentia mal comigo mesmo. Com um sentimento de vazio muito grande, ao falar com uma pessoa fui questionado se seria fome. Talvez fosse. Fome de conhecimento, de realizações... De se chegar a algum lugar.


Pensando em todas as variáveis problemáticas que tenho em mãos, decidi pelo funeral. Sim, uma morte social para poder entender melhor e pesquisar o problema mais a fundo. Não me passa pela cabeça querer saber o sentido da vida, pois a vida só é interessante quando não tem sentido. Tentarei não viver para os outros, pois quando viver para mim, encontrarei a felicidade. Não vou morrer por completo. Isso seria muito injusto com alguns.

Devo me tornar um fantasma que assombra e está próximo somente daqueles que realmente valem a pena, ou não... Mas estes serão poucos, a contar em uma mão.


Ser discreto e deixar a vida passar por mim, até que eu me sinta completo novamente. Sem dramas, sem melancolia. Só eu e os meus eus. Poderia ter feito isso a tempos, mas o medo de uma morte social prematura me assolava, sussurava em meus ouvidos dizendo que nada seria se isso acontecesse.

Pois bem. Estou decidido! O punhal está em minhas mãos. Vai ser no horário nobre. Porém, sem a publicidade que o evento merece. 

[Narach Straidvovski pouco antes de se internar num hospício por conta própria]

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Ácidas [Pt. 1]

Burocracia...


A vida existiria mesmo sem isso? Digo, não apenas em governos e empresas. Pessoas são burocráticas, Fato!


Explico... Quer um amigo, submeta-se ao processo seletivo. Apareça, sofra junto, empreste dinheiro, saia junto... Fique bêbado. Quem sabe você é selecionado!


Mulheres são boas em fazer isso. Escolhem a todo o tempo como se amanhã não houvesse.


Quem sabe se não houvesse tanta protelação, a vida seria mais simples. Rápida e direta.


E sem graça!!!


Nada duraria muito tempo, será?! Qual a graça de se conquistar alguém se isso dura... 5 minutos?

De se repente, não consigo me ajustar. Não recebi essa tal de burocracia quando nasci. E ela me fascina cada dia mais. Como uma criança emburrada, ela tem seus trejeitos, manias e birras. Fazer o que!


Vamos jogar o jogo! 

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Dia 4.317

Talvez não fosse preciso tudo isso.


Já era muito sofrimento para uma pessoa, não acha? Penso em terminar tudo. Aqui e agora...


Após cruzar tantos mares de incertezas. Infelizmente já cheguei até aqui. Algumas vezes talvez se eu fosse mais devagar, ai não seria eu... Falo a todos com vigor, mas  remoendo em dor em minhas entranhas.


Talvez eu não seja o que você quer, mas sou o que eu preciso. Preciso de você, aqui comigo também.


Com tantas lástimas. Já estou livre.


Quando é que ele chega mesmo? - A  qualquer hora, ele descerá dos céus e te libertará dessa miséria toda. Disse o clérigo.




Prefiro continuar em minha imundicie. A hipocrisia não serve mais em mim. Obrigado.


Tentando te concertar, acabei me curando.





[Carta do cap. Etzel Dmitry III à sua amada]

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Contos Paralelos...

Todos eles ali... Com suas almas vazias, achando que encontraram a felicidade.


No final é apenas uma ilusão. Mas acho que estão melhores do que eu.






Realista e pessimista.


















Ontem sonhei com você, não foi um sonho bom.












onhei com todos vocês, inertes navegando num mar de escuridão...












Faltou água... Para preencher um pouco de nossas sedes de conhecimento ou o que quer que estivessem procurando.






















[Acordo e vejo que ainda estou em minha busca inútil pela casa dos prazeres... Estou cansado disso tudo]






Tédio...