segunda-feira, dezembro 27, 2010

A Viagem [pt. 6]

Após abandonar aquele velho resmungão comecei a me embebedar com minha loucura...

Tenho que sair daqui.

Tanto tempo depois de iniciar minha insólita viagem, começo a acreditar que era tudo uma mentira...


Talvez todo aquele prazer não fosse real, poderia ter sido fruto de uma experiência...


Não posso ser tão presunçoso... Lembranças quebradas como ossos.





Pensando em minha vida, comecei a notar que tudo o que se passa comigo parece um tipo de filme, um teatro controlado por terceiros. Talvez nada disso seja verdade, e se...


...E eles aparecem novamente...  Estão me seguindo a algum tempo, finjo que não os vejo, mas sua presença me encomoda.



Demônios que ganham vida com a minha imaginação... E a casa dos prazeres fica cada vez mais distante...










Preciso descansar, aqui... Ou em qualquer lugar. Queria alguém e tudo o que tenho é minha própria sombra. Quando é que foi a última vez que tive uma conversa racional com alguém?


Devo estar ficando louco... 



Ou será que é você que está ao ler essas coisas sem sentido?




quinta-feira, dezembro 16, 2010



Não consigo mais viver ao teu lado.




Dizem por ai que vivo muito muito bem sem a sua boca, sem você.




Você abria as portas, janelas... Tudo por mim, agora nem teus olhos mais abre.


Quero ficar aqui, no meu canto de desencanto.


Achei que nada ia mudar entre nós, mas só eu sei que nada permaneceu igual. Afinal você disse que não disse...


Eu errei... você errou, qualquer dia volto e roubo seu coração.




Arranco de você e escondo no profundo oceano.


Queria poder divertir gente, subverter...


É contigo isso tudo. Boa sorte!







terça-feira, dezembro 07, 2010

Era hora?

Mesmo após ser tocado por um tipo de anjo, ou talvez aquele fosse um demônio. Passei a enxergar com dificuldade, pois o ego das pessoas saltava aos meus olhos...



-Lá estava ele, isolado. Com suas dúvidas, pois agora não conseguia mais pertencer ao meio em que vivia.

Havia perdido meu reflexo, minha vontade de viver. Ora... Antes já não tinha tais coisas mas poderia me agarrar à esperança de que as teria algum dia.


De volta ao entediante trabalho... Cuidar de um cemitério não é nada fácil. Os vivos atrapalham muito mais do que os mortos (resmungou).




Continua...




























Verde, mostro-me assim para ti...






Paz? Queria algo assim quando veio ao meu encontro.




Será que vale a pena amor? Queria paz...




Seria bom dançar com outro par para variar.




Assim sou quem era... Quem não gostava de ser,




Não vou demorar.




Azul? Sonho impossível. 


Não dá. Você já foi longe demais,






Talvez preto. Sangrando assim quem sabe.




Mas tá tudo bem... Dessa vez eu me viro.