terça-feira, março 22, 2011

Tédio

Fiz de tudo pra você perceber que era eu, ali no canto. Canto que é de cor, que era pra eu me livrar do resto, todo ele... Cercado por espelhos deformados conseguia me ver perfeitamente. E eu por final sei o meu lugar pois tinha tudo e apenas não sabia mais onde ir. 

Paz, é tudo o que eu quero. De tanto perseguir a tranquilidade, me cansei e o tédio veio e me bateu na cara. Ontem sabia exatamente a receita do bolo, como ser e deixar de ser. Hoje, mal sei meu nome...

Queria ser forte assim, destemido... Mas não! Existe alguém que está sempre ali desequilibrando a equação, aquele que te faz mudar de ideia... Te faz sorrir e chorar ao mesmo tempo. Por isso, arranquei o meu e enterrei bem fundo onde ninguém poderia descobri-lo.


Mas ele ainda bate com força. E a cada batida meu mundo estremesse. Mundo este que fica na minha cabeça, usa meus olhos como janelas e a boca como válvula de escape. 

Ouvi dizer por ai que as coisas já não são mais como antes. As pessoas já não são mais as mesmas... Eu sou o mesmo. Decretei assim o meu fim.

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