domingo, novembro 25, 2007

A Casa dos Prazeres [Pt.1]

"Acho que sou infeliz." Com gosto amargo na boca começo a pensar...
Claro, como não poderia ser. Após sair de conflitos internos resolvi deixar tudo para traz e voltar ao único lugar que se aproximara do que eu chamava de “refúgio”.

A Casa dos prazeres.

Decidi ir assim, sem levar previsões, sem preocupar-me com o enfim. E sem olhar pra traz, sem querer lembrar quem eu sou e que eu erro também.

Já dizia o póstumo poeta que é mais forte quem sabe mentir... E mesmo mentindo assim odeio me lembrar de tudo. Longa jornada me aguardava e eu apenas com chicletes nos bolsos e idéias na cabeça fui embora.

Dias passaram-se sob sol perpétuo quando finalmente estava diante de tal refúgio. Fui convidado a entrar por uma gueixa que já me aguardava.

_Bem vindo ao lar "disse ela"

Não conhecia mais aquele lugar... Outros que ali estiveram conseguiram modificar sua estrutura física, mas não sua essência.

Ali, longe de tudo e todos.

_Finalmente posso tirar minha máscara!

Bocejei... Entre cigarros e baseados se encontrava ele a quem a muito não via. Marius Trevor em pessoa estava a me aguardar.

Não houve muita conversa apenas o silêncio nos bastava. E apos certo tempo, ouvi
_E se precisarmos fugir, você não parece pronto para tal desapego... E se eu te deixar para traz? O que faria...


Após profundo silêncio eu disse:

_Morreria como todos os outros mortais infelizmente.

Cansado de tudo mais me sentia calmo... Minha máscara não funcionaria ali, e era bom estar num lugar assim, onde todos os meus desejos podiam se tornar realidade.

















Continua...

quinta-feira, novembro 22, 2007

22 de Novembro de 2007.

Amigos...

Amigos,

Inimigos, conhecidos...

Pessoas estranhas

Assim é...

Descartáveis!? conselhos... preceitos?!

Uso? usei? por que não mais?

Chorei... e dai!? quem esteve lá oferecendo palavra!

E agora?! Todos completos e eu aqui com frio...

Onde é o Fim?



Thiago O.











domingo, novembro 11, 2007

11 de Novembro de 2007



Não quero mais ser quem sou...

Olhei o horizonte, não pude conter as lágrimas...

Abaixo de meu peito a dor contida pede para sair

Quão tolerante sou...

Cansado do abstrato.

Hoje sou quem observa

E observo o espelho...
Será que a tempestade vai acabar?!

Todos ao redor em decadência

Não preciso disso

Não assim...