sexta-feira, setembro 29, 2006

29 de Setembro


(Apenas Atualizando... Andei lendo algumas coisas, coisas estranhas, sem sentido ate. Não me sindo apaixonado, não consigo mais, e nem tento saber o porquê. Apenas vivo e isto me basta.
Esta um calor que me invade a alma, o que será que foi feito do clima? E acho que ultimamente digo coisas sem sentido, tenho andado distraido, impaciente... E realmente não preciso provar nada a ninguém... Não preciso saber tudo... Apenas vejo o que quase ninguém vê... )
Passei Toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é Pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distração animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero.
Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.
(Alberto Caeiro)

segunda-feira, setembro 18, 2006

18 de Setembro


Ele já cansado, olhou em volta, e não viu nada além do que deveria ver... Seu quarto bagunçado, iluminado apenas por uma janela pequena, rústica, que não somava muito à beleza do local... Roupas jogadas ao chão, e uma lembrança vaga do que havia ocorrido na noite passada.
Sequer podia falar, sua cabeça doía, e em sua boca, apenas um gosto amargo. Olhou para suas mãos culpando-se, mas do que seria? Não conseguia se lembrar o que antecedeu aquela cena, e esse sentimento, esse rancor o assolava ainda.
Tentou se levantar, nada fazia sentido... Olhou as horas em seu relógio, como deveria ser. Mas... Ele não usava relógio. E ao olhar para um espelho, viu que não era como havia imaginado a vida toda. Estava diante de alguém que não saberia dizer quem é... Um rosto comum, cabelos grisalhos, olhar triste carregado de experiência.
Algo estava errado, pensou, eu sou jovem. Estou no auge dos meus 23 anos. Não pode estar certo. Que brincadeira de mau gosto é essa... Pensou, pensou... E percebera que não estava em seu quarto... Aquelas coisas não pertenciam a ele. Observou a paisagem que aquela janela sem alguma beleza lhe oferecia, e agora tinha certeza de que poderia estar sonhando... Acordara em algum lugar de Paris. Mas como? Quando? Por quê? Quem se daria ao trabalho de fazer tudo aquilo. Algo não estava certo, sequer lembrava como chegará aquele lugar.
Mas, perto da cama, havia um bilhete, observou, e lá estava seu nome, único, pois jamais conhecera alguém com um igual. E ele dizia o seguinte:
“-Leia com atenção, pois isso irá mudar a sua vida. Ha pouco tempo descobri que não posso mais viver em uma sociedade racional, tenho que me exilar, pois elas estão cada vez piores. Não consigo mais distinguir realidade de ilusão. Por isso te trouxe ate aqui. Minha mente, onde pude te estudar e saber quem é você. (Isto deve ser uma brincadeira de mau gosto. Exclamou!) E agora estou certo do quão perigoso é continuar, quero apenas lhe informar de que todas as emoções que você pensa ter vivido ate agora, foram uma ilusão, assim como sua existência. Eu, agora sei como te tratar, você que não passa de uma das minhas personalidades. Despeço-me agora. E peço que me entenda por estar tomando essa atitude. Mas irei destruir todas as chances de ter mais alguém em minha mente. Adeus.”
Ao terminar de ler, sentiu-se desconfortável, poderia apenas ser uma brincadeira de mau gosto, mas não era. Agora estava claro, fazia sentido afinal... Poderia caminhar para seu sono eterno certo de que jamais existira, não havia feito diferença no mundo onde sequer era real... Triste, sozinho, simplesmente deixou de existir. Simples assim... Pois era apenas uma idéia, nada mas que isso...

18 de Setembro...


Câimbras... Acordo com essa dor agonizante que me invade a alma, não há o que fazer... Acordo e vejo um dia realmente maravilhoso, e começo a pensar no porque perco tanto tempo pensando em coisas que realmente não me farão feliz, que não me ajudarão a viver melhor, pela primeira vez me sinto livre, para amar, viver, sorrir... Um sentimento de liberdade me invade, me toca, e deixa marcas. Ao me dirigir ao que julgo perca de tempo, ouvir o problema de outros, reflito bastante no sentido da vida... Desculpe, agora sou uma máquina, trabalho, trabalho, trabalho. Hora de ser humano outra vez, um pedaço de carne consciente, com idéias, vontades. O encontro com um anjo me fez ver o quanto posso conseguir dessa mísera vida, quando acreditei que tudo era um fato consumado, consegui ver que não sou apenas mais um na multidão, que não sou apenas um boneco do sistema. Algo dispertara e não posso mais controla-lo... Penso agora apenas no presente, no agora, este minuto, minuto passado, já não me importo mais, quero me apaixonar, mas pela pessoa certa, sem tentar parecer bobo ao dizer eu te amo, sem esperar que me façam algo para que eu possa fazer alguém feliz. Outro anjo me visitou, desta vez fui tocado. Toque esse que mudou minha vida eternamente, continuo colecionando amigos, felicidades, admiradores, mas com outra intensidade, disposto a viver o que acho que devo viver... Acho que este é um novo começo... Vida nova!!!

quinta-feira, setembro 14, 2006

14 de Setembro...


Aos vinte e poucos anos acordei hoje com um estranho sentimento de alegria, algo que não sinto normalmente, ate o céu contribuiu para isso... Voltei ao inferno onde sou escravo e volto para casa a fim de me lamentar. Pensando em que já acumulei em minha curta estada neste mundo miserável, com certeza foram amigos, amores, inimigos, mas, nesta vasta lista não achei nada ainda como um bem material. Seria eu algum tipo de mártir, afinal de contas não tenho nada, não busco crescimento material, apenas aperfeiçoamento espiritual, ser alguém como pessoa ou ninguém como um objeto.

Ao som suave do jazz continuo pensando na vida, em Antígora, que desafiou a tudo e a todos, e não ligava para as conseqüências que cairiam sobre ela...
E no que estou fazendo agora... Tive finalmente coragem de tirar o jazz de Madalaine Peyroux e colocar algo mais agressivo, escolhi por Strokes, sei lá o por que disso. Acho que vou ali, olhar umas fotos, reviver em minha mente algo que acho nunca ter existido... Mais uma vez BOA NOITE...

quarta-feira, setembro 13, 2006

12 de setembro.


Estava preocupado com preocupações de outros... Não sei mais com que me preocupar, comigo, ou com as preocupações alheias, porém também tento dormir. Já são 04:37hs e ainda estou aqui, acordado. Pensando no porque não consegui sonhar ainda. Acho que é porque não mereço. Ou por que não acredito em sonhos, apenas em realidade. Bem, já passam das 06:00hs e ainda estou aqui imaginando porque um barril de petróleo influi tanto na minha vida, e por que eu tenho que aprender inglês... Qual o sentido em se estudar a historia mundial, se nem a do meu povo eu sei... Bem, preciso me arrumar para minha jornada de trabalho.

Mais tarde...

Chego a meu trabalho, algo bem incomum admito. Não faço idéia de como cheguei a esse fim, escutar problemas é o que eu faço... De todos os cantos, cidades, estados... Onde existe um problema, eu sou pago para ouvi-lo. Estranho não? Admito que sim, mas o que é normal hoje em dia... Ouço de tudo, sem ver nada... É isso o que eu faço... O que me conforta é pensar que vivo apenas um dia por vez...

Ao chegar em casa me deparo com a maquina de letras mortas, dou esse nome pois um conhecido assim a intitulou, maquina esta em que perco horas afim de descobrir um pouco mais sobre nada, um vazio. Me encontro com letras, frases, textos... Nada real, apenas uma cópia da realidade. Me canso e vou dormir. Amanhã eu me preocupo com o que farei amanhã. Começo a sentir uma maldade me invadindo, nada faço, apenas deixo que ela tome o seu lugar. Boa Noite...