quinta-feira, novembro 28, 2013

Terminal.


Noite fria, coração quente. Assim pensava ao caminhar e cantarolar aquela nova canção que ouvira em seu boteco favorito.

Ao bom som que relembrava, chegou em casa.


Gostava muito de se sentar, colocar um bom e velho Miles Davis pra tocar e lhe fazer companhia. Foi quando sentiu em seu coração um aperto. Uma dor incontrolável a ponto de lhe fazer perder o sono.

Que seria aquilo? Talvez a vida lhe dizendo que sua hora chegara...

...


Bom dia Doutor, como estou? – Com expressão transtornada.

- Filho, sente-se. Vamos conversar – Disse o médico com sobrancelhas cerradas. Após vários exames, descobrimos que o que você tem é terminal. Há algo em você que é raro hoje em dia, e por conta disso não existe uma profilaxia e muito menos um tratamento. Sei que estas palavras não são o que esperava.


- Mas, o que eu tenho? Como peguei isso? Quanto tempo eu tenho? – Batendo na mesa desesperado.

- Você está apaixonado, e o amor tomou conta de ti. Não temos um tratamento para isso. Você deve ter pego de alguém com quem se envolveu.

Visivelmente transtornado se exalta!

- Não é possível! Eu estou bem, me sinto bem! Estou mais feliz esses dias, e as coisas estão indo de vento em poupa. Não acredito nessas coisas...

Olhar tenso entre os dois onde um silêncio assustador congela aquele momento.

- Vá para casa e viva ao máximo, faça tudo o que sempre quis fazer. Estes dias serão os melhores que você jamais terá. Viva intensamente e saiba que cada segundo é importante. Não deixe de cuidar de você.

E agora?! – Pensou – Como vou lidar com isso, e como as pessoas vão me aceitar?


Em devaneios enquanto voltava para casa lembrando a boa música que outrora ouvira, planejava como gastaria o resto de sua vida para que valesse a pena.


Continua...








Trilha Sonora: Amber – Electric Guest. (http://www.youtube.com/watch?v=ZBG5z6d2ek0)



sexta-feira, novembro 15, 2013

Pegar, apegar ou... Conquistar.


Outrora simples, chegara a conclusão de que, ao menos uma vez estava errado...  Sobre a percepção das coisas talvez. Claro que aquilo não devia significar tanto já que tinha o exílio sentimental como suporte. Decidiu de escolha própria o auto conhecimento.

Planos e mais planos pra tentar fazer diferente algo que sempre seria igual então afinal qual a diferença?

Pego e me apego, largo e esqueço?

Como funciona isso, quero alguém mas ao mesmo tempo, onde estão as ótimas companhias. Tendências loucas do ultimo verão?

Contudo o apego complica, descomplica. Facilita! E o que queremos além um amor pra recordar. As facilidades sem as dificuldades.


Quando um belo e sincero sorriso te arranca das sombras e a necessidade da conquista aparece. O que significa esse tal pegar afinal? Convencer a contra metade de que você seria a melhor opção, é uma opção ou não...


Prefiro conquistar! Não é um jogo, nunca foi. Apenas a exteriorização do que somos e onde queremos chegar. Ninguém é feliz completo sozinho.

Flores, chocolates. Beijos e abraços e o que mais vem depois?

Ninguém sabe ao certo já que todo mundo tem evitado isso. Se deixar conhecer sem achar que os interesses são outros. Basta abrir o coração e deixar rolar se quer a minha opinião. Viver um pouco sem ter medo. Se libertar desse mundo aprodecido pelas mídias. Mas, quando é que vão me conquistar?


Um sorriso sincero e apaixonado ainda vale mais do que todo o universo. Se não vale ainda, deveria valer.





Pensando nessas coisas enquanto tomo um cappuccino nessa manhã fria ao som de Jamie Cullum – I Think, I Love.