
Ninguém sabia que ela era especial, que era tão singular. Até conhece-la melhor, ela era apenas um ser, um belo ser... Não uma extensão da perfeição de Deus, olhos negros como a noite. E que guardavam por sí só um grande mistério, que Ninguém sabia existir...
E a ponto de ser desesperador, ter conhecimento de um ser com tamanha perfeição, que sua beleza interior ofuscava a exterior e era indelével como o nascer do sol, Alguém, era ela.
Então Alguém pareceu por um segundo entrar em seus pensamentos, sem pedir licença sem cerimônias e quando Ninguém percebeu... Estavam atemporais, em outro plano, tamanha era o ímpeto com quem Alguém o olhava, que apenas perdeu-se em sí, deixou-se levar para um lugar... Acima das núvens, longe... infinito.
E Ninguém acordou e viu onde estava afinal. Não havia saido de seu acento, inexplicavelmente sequer tinha se movido. Conheceu o mundo em apenas um segundo... Confuso, mas feliz.
Ainda atordoado por tamanha dose de perfeição...
Não compreendia o mundo a sua volta, não mais... E Alguém apenas em seus sonhos...
Conseguiria viver assim?
Thiago O.
3 comentários:
Não consigo dizer nada, só posso sentir seu texto..
Ninguém sabe quão grande alguém pode ser, quão grandiosos podem ser os atos de alguém, até que se disponha a conhecer, verdadeiramente, pra além da superfície de máscaras e rótulos que damos/recebemos todos os dias :)
Que bom que esse alguém aí deixou de ser mais um ninguém da multidão!
É como diz uma música que eu AMO
.. os opostos se distraem, os dispostos se atraem!
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